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Assim como muitos colegas e profissionais, trabalho na área de Recursos Humanos há muitos anos. Iniciei na área fazendo estágio em recrutamento e seleção, quando estava no segundo ano da faculdade de Psicologia, com isso tenho perto de 30 anos de experiência na área.

Durante esse período trabalhei em empresas de diversos segmentos e tamanhos, culturas organizacionais bem diferentes umas das outras, com desafios simples em alguns momentos e mais complexos em outros. Passei e ainda passo por transformações da área de RH, por transformações no mundo corporativo, no mundo dos negócios e em nosso planeta. TRANSFORMAÇÕES.

O tempo e a experiência fazem você conseguir conectar muitas coisas, perceber as consequências de ações e tomadas de decisões de empresários, diretores de RH, gerentes e profissionais da área de Gestão de Pessoas. Muitas vezes decisões brilhantes e muitas vezes desastrosas.

Aliás, uma das mudanças é a nomenclatura da área que vai de Departamento de Pessoal, Departamento de Recursos Humanos, Área de Capital Humano, Gente & Gestão, Gente e outras. Não importa o nome neste momento, vou falar de “Recursos Humanos”, que é a mais conhecida e usada.

E é bem aí que quero chegar, fazer uma reflexão sobre o “H” do RH.

Nessa caminhada trabalhei com excelentes profissionais e com aqueles que pareciam não ter o “H” do RH, triste!

Quando comecei a escrever este texto, me veio aquela chamada do programa Globo Repórter. E sem desrespeitar, mas com bom-humor, pensei: Quem são os profissionais de RH? Onde eles vivem dentro das empresas? Quais são seus costumes? Participam de reuniões estratégicas e grandes decisões? Quais são seus valores? Será que percebem que seus clientes são pessoas? Como estão trabalhando neste momento de pandemia e isolamento social?

Como disse, de uma forma humorada, porém séria, eu gostaria de deixar um convite para a reflexão das respostas dessas perguntas. Estamos em um momento inusitado no nosso planeta. Uma pandemia está fazendo as pessoas se sacudirem. Não sabemos ao certo como lidar com isso, mas estamos lidando. Milhares de pessoas estão doentes ou morrendo pelo mundo e como nós de RH estamos lidando com isso? Pessoas afastadas do trabalho, doentes, fazendo “home office”, em isolamento social. Uma loucura!

Eu incluo uma pergunta, que talvez seja a mais importante, quem está cuidando do profissional de RH neste momento? Geralmente estamos lá, entre a cruz e a espada, ou entre a empresa e o empregado.

O objetivo aqui é pensar e agir, quando essa pandemia passar, o que de diferente podemos fazer para ter um RH mais humano ou melhorar o que já se tem. Minha sugestão é pensar o que de diferente eu posso fazer como profissional de RH, já que meus clientes são pessoas com necessidades diferentes, mentalidades diferentes, emoções e comportamentos diferentes e que no final do isolamento social e quarentena, voltarão para as empresas com uma demanda emocional gigantesca, inclusive nós de RH, que também somos humanos. Se as estatísticas de afastamento do trabalho por depressão já eram grandes, imaginem agora!

Vamos receber as pessoas como pessoas, que gostam de atenção e acolhimento. Estabeleça uma comunicação humana e leve em consideração as emoções de cada um.

Se você quer amor, dê amor, se quer ser ouvido, ouça.

Qual tempero posso incluir nessa relação de pessoas dentro de uma organização?

Termino com esta frase, que li recentemente em um livro.

“Se você puser amor naquilo que faz, para fazer os outros felizes, a sua profissão, em qualquer parte, será sempre um rio de bençãos”.

Elaine Ninzoli - Psicóloga - We Treinamento e Crescimento Profissional - 1198443-9980.


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